Imagem produzida pela rede DALL-E sob o parâmetro: O filosofo e o gato
Continuo a achar que há mistério...
Reparto
o meu tempo de estudo entre as ciências ditas exatas (programação,
física) durante a semana enquanto que ao fim-de-semana, dedico-me
exclusivamente à filosofia, ao direito e ao estudo do Árabe.
Sem razão aparente, mas talvez devido ao meu Marranismo, que a partir de sexta à noite, me leva a virar para outros lados.
Assim,
ao Sábado e ao Domingo "assento arraiais" com os meus livros no
alpendre ( palavra que embora pareça não é de origem árabe), ouvindo os
pássaros, pausando longamente entre aquilo que vou lendo, escutando,
vendo.
Digo isto para explicar que há semanas que estranhava a
ausência do gato (afinal gata) dos vizinhos, ao qual atribui, cada vez
com mais certeza, que tal se devia ao facto de agora não andar a ler
Agostinho da Silva. Pois a mesma aparecia sempre que tal ocorria.
Pois hoje procurei novamente os Dispersos de A.S, e eis que, à primeira página, oiço um miar conhecido.
Ficando
convencido que há algo mais no Universo do que me é dado a ver pela
ciência métrica, fiquei a fazer festas ao bichano, agradecendo ao
Criador, o envio de tão forte prova a este pobre aprendiz.
Eis senão quando....
Constato
que afinal o que atraia o mensageiro divino era um pequeno rato que
andava ali nas flores, o qual, não fora a sorte que bafeja os pequenos
ratos que andam nas flores, teria falecido, após um salto acrobático do
felino mais perigoso da praceta, na sua direcção.
Atónito, vejo a cena, agarrado ao Livro.
Enquanto ela lá ia com as suas certezas...
E eu retornava às minhas incertezas.
Partindo o Gato pedi à rede neuronal GPT-3 que fizesse uma observação sobre este episódio, o que respondeu:
Este texto é uma frase de natureza poética e filosófica que reflete o sentimento de incerteza e perplexidade que muitas vezes sentimos diante da vida. A frase pode ser interpretada como uma forma de expressar que existem coisas que não conseguimos compreender, e que às vezes nos sentimos perdidos e desorientados. É uma frase que nos lembra que a vida é cheia de mistérios e que às vezes precisamos aceitar que algumas coisas simplesmente não têm respostas. É um momento de paz e tranquilidade que enche de inspiração. É uma forma de conectar, relaxar e refletir sobre o que se lê. Como o alpendre é um lugar onde posso desfrutar de um belo pôr-do-sol, também me ajuda a me conectar com a natureza e aproveitar a sensação de liberdade que a vida me oferece. É um momento para apreciar a beleza das coisas simples e para encontrar novos pontos de vista. É uma forma de me conectar com a minha alma e me reenergiza .
E assim se encontrou o Homem, a Máquina e o Gato. Resta o Mistério.

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